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Tradição levada a sério: festivais de quadrilhas juninas mobilizam torcida

"Anarriê!", "Alavantu!", “Olha a cobra!”. Mesmo quem não é do Nordeste conhece essas expressões, utilizadas para animar as festas juninas em todo o paí...

Tradição levada a sério: festivais de quadrilhas juninas mobilizam torcida
Tradição levada a sério: festivais de quadrilhas juninas mobilizam torcida (Foto: Reprodução)

"Anarriê!", "Alavantu!", “Olha a cobra!”. Mesmo quem não é do Nordeste conhece essas expressões, utilizadas para animar as festas juninas em todo o país e para puxar as animadas quadrilhas. Se para quem assiste é uma brincadeira de ritmos, cores e sotaques, para os quadrilheiros é uma competição levada a sério — tão importante quanto a Copa do Mundo. Segundo a Confederação Nacional de Quadrilhas Juninas (CONAQJ), são mais de 5 mil grupos espalhados por 24 estados. Estima-se que o país possua mais de 500 mil quadrilheiros ativos que, além de se divertir, ajudam a manter a tradição viva. Cada quadrilha pode reunir mais de 200 integrantes, que ensaiam arduamente ao longo do ano. O objetivo é apresentar, em perfeita sintonia, os elementos típicos caipiras — como a vida do povo nordestino, as comidas, as diferentes danças e as grandes festas na roça, com direito a casamento matuto. O ponto alto são os festivais regionais e interestaduais, além do Campeonato Brasileiro de Quadrilhas, que este ano acontecerá em Maceió (AL), entre os dias 23 e 26 de julho. Mas nem sempre foi assim. As quadrilhas — nome que tem origem na palavra quadrille, termo francês usado para designar um conjunto de danças de salão praticadas pelas cortes europeias — chegaram ao Brasil através dos portugueses e se popularizaram com o passar dos anos, já sob a influência das culturas indígena e africana. A brincadeira se disseminou no país durante as celebrações juninas que, originalmente, na Europa, comemoravam a fartura no solstício de verão no Hemisfério Norte e, depois, foram incorporadas pela Igreja Católica. Daí nasceu a homenagem a São João. A identidade nordestina, que hoje dá o tom às quadrilhas, só foi incorporada a partir dos anos 1930, através do ritmo do forró e do trabalho de artistas como Luiz Gonzaga. Nas últimas décadas, a tradição se profissionalizou com a realização de grandes festivais. A estrutura atual já se assemelha à dos desfiles de escolas de samba no Carnaval, com fantasias elaboradas, coreografia moderna e efeitos tecnológicos. Na arquibancada, as torcidas se mobilizam, com direito a rivalidade saudável, favoritismo e muita emoção, assim como é torcer pela Seleção Brasileira de Futebol durante as Copas do Mundo. Desde 2024, as quadrilhas juninas são reconhecidas por lei como manifestações da cultura nacional, um título que valoriza não apenas o povo nordestino, mas todo o potencial econômico, turístico e social por trás da tradição. Com milhares de grupos espalhados pelo país, as quadrilhas juninas movimentam torcidas e emocionam gerações no Nordeste. Canva Arraiá verde e amarelo Este ano, com a abertura oficial da Copa do Mundo no dia 11 de junho, a paixão nordestina vai se misturar com a paixão nacional para dar o tom a várias festas juninas espalhadas pelo Brasil. Nos dias 12, 13 e 14 de junho o clima da torcida poderá ser sentido na segunda edição da Vila Junina da Rede Bahia, montada no Anfiteatro do Jardim dos Namorados. O local vai trazer o clima do interior para a capital baiana com uma ambientação típica, incluindo barraquinhas de comidas e doces tradicionais, brincadeiras juninas, apresentações de quadrilhas e uma atração musical por dia, com destaque para o arrasta-pé que vai garantir a trilha sonora do público presente no local. Além de entreter os soteropolitanos, a iniciativa reforça o compromisso da Rede Bahia com a valorização da cultura regional e com a promoção de experiências que conectem tradição e entretenimento de forma gratuita e acessível. “O São João não move só a cultura. Move a economia da Bahia inteira. Com a Vila Junina, reunimos marcas que acreditam nisso para entregar a Salvador uma festa gratuita, autêntica e que celebra o melhor do Nordeste”, conta a diretora comercial da Rede Bahia, Juliana Jozzolino. Tradição e inovação Ao longo dos anos, as quadrilhas foram incorporando novas linguagens, mesclando efeitos tecnológicos e diferentes ritmos para além do forró. Isso tornou os espetáculos cada vez mais elaborados, mas sem perder o foco na essência: a tradição. A Volkswagen, patrocinadora do São João do Nordeste pelo segundo ano consecutivo, entende bem desse conceito. São mais de 70 anos de um relacionamento direto com o povo brasileiro, em que a durabilidade, a segurança e a confiabilidade dos carros são transmitidas entre gerações. Inspirada na base das quadrilhas juninas e na paixão dos brasileiros por futebol, a Volks lança o T-Cross Seleção, um modelo que combina tecnologia e uma série de diferenciais exclusivos. Ele traz a mesma essência que a torcida busca em campo: estilo único, segurança e tradição. Entre os destaques da versão estão as rodas de liga leve de 17 polegadas, os pneus Seal Inside (com tecnologia antifuros), acabamentos exclusivos nos tapetes, soleiras e pedaleiras em aço, além de detalhes escurecidos e adesivos alusivos à série. Inovação, sempre em diálogo com as diferentes gerações, é o que ajuda a manter as tradições vivas. Mais que uma dança, as quadrilhas juninas contam a história e a identidade cultural do São João brasileiro. Canva

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