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Acusados de matar Valdir Cabeleireiro são condenados a mais de 23 anos de prisão em Salvador

Valdir Macário, conhecido como “Valdir Cabeleireiro”, foi assassinado em 2016 Reprodução/Redes Sociais Patric Ribeiro Tupinambá e Edgar da Silva Santos ...

Acusados de matar Valdir Cabeleireiro são condenados a mais de 23 anos de prisão em Salvador
Acusados de matar Valdir Cabeleireiro são condenados a mais de 23 anos de prisão em Salvador (Foto: Reprodução)

Valdir Macário, conhecido como “Valdir Cabeleireiro”, foi assassinado em 2016 Reprodução/Redes Sociais Patric Ribeiro Tupinambá e Edgar da Silva Santos foram condenados a mais de 23 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato do cabeleireiro Valdir Macário, em Salvador. O julgamento ocorreu na terça-feira (6), no Fórum Ruy Barbosa, cerca de 10 anos depois do crime e após seis adiamentos. Valdir foi morto a tiros em 12 de novembro de 2016, dentro do próprio salão de beleza, localizado na Avenida Vasco da Gama. O crime foi registrado por câmeras de segurança. Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Edgar encomendou a morte do cabeleireiro a Patric. A motivação era ciúmes, já que Valdir estaria ajudando o irmão a ter encontros amorosos com a mulher de Edgar. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia No julgamento, os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe — recurso que dificultou a defesa do ofendido e perigo comum a terceiros, neste caso, os clientes do salão. Os dois homens foram condenados pelos seguintes crimes: Patric - 28 anos e 7 meses de prisão por homicídio qualificado e roubo de um celular no local do crime; Edgar - 23 anos e 3 meses de prisão por homicídio qualificado. Agora no g1 Em nota enviada ao g1, a defesa de Edgar informou que já ingressou com recurso após análise integral da sentença e dos fundamentos apresentados durante a sessão. De acordo com a equipe que defendeu o réu, o vídeo que provaria a dinâmica dos fatos "desapareceu". "A defesa reforça que continuará atuando tecnicamente na proteção dos direitos e das garantias, utilizando os instrumentos previstos na legislação para questionar os pontos da decisão que entender juridicamente pertinentes, o caso ainda não transitou em julgado", diz um trecho da nota assinada pelo advogado criminalista Ivan Jezler. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Patric Ribeiro Tupinambá até a última atualização desta reportagem. Confissão e decisão da Justiça Apesar de ter confessado ser o mandante do crime, Edgar não foi levado a julgamento na época. Em novembro de 2017, o juiz Eduardo Augusto Leopoldino considerou que o MP-BA não conseguiu comprovar que Edgar era mesmo o mandante da morte de Valdir. Anos depois, em 2020, Edgar foi preso novamente durante uma ação da Polícia Militar no bairro de Itapuã, em Salvador. De acordo com a PM, ele tinha um mandado de prisão em aberto por outros crimes sem relação com o assassinato de Valdir. Na ocasião, Edgar era investigado por tráfico de drogas. Adiamentos anteriores Antes de ser realizado, na terça-feira (6), o julgamento passou por sucessivos adiamentos. A previsão inicial seria em 8 julho de 2025, mais de um ano atrás. De lá para cá, ocorreram remarcações para 23 de abril de 2026, 10 de junho de 2026, 6 de agosto de 2026, 25 de agosto de 2026 e 6 de setembro de 2026. Entre os motivos apontados para os adiamentos estão problemas de saúde de um dos réus e incompatibilidade de agenda do advogado. LEIA TAMBÉM: Nove pessoas são presas em operação contra grupo suspeito de transportar cargas de drogas do Paraguai para a Bahia Homem é preso com porções de maconha dentro de bag de delivery em Salvador Tenente-coronel da PM é preso suspeito de receber R$ 286 mil para encobrir ações de milícia na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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